Imagens e sons: animação (e áudio!) do Adobe Stock – Tendências para 2021

by Adobe

Posted on 01-21-2021

Image source: Adobe Stock / Jeremy Pawlowski/Stocksy United

Autora: Brenda Millis

O ano de 2021 é, provavelmente, o mais esperado desde a virada do milênio. Embora 2020 tenha deixado sua marca em todos nós, as tendências de áudio e animação do Adobe Stock para 2021 são reflexos diretos de nossa resiliência, engenhosidade e esperança, como sociedade e como criativos.

Por um ano melhor, mais forte e mais feliz!

3 Tendências de áudio para 2021

No verão passado lançamos o Adobe Stock Audio, que apresenta uma coleção selecionada de músicas e faixas de áudio isentas de royalties de duas grandes agências, Epidemic Sound e Jamendo. O áudio tem uma capacidade inigualável de impulsionar a multimídia, e em 2020 foi observado um aumento significativo na criação de conteúdo que não demonstra sinais de desaceleração. Ou seja: esse é o momento perfeito para lançarmos nossa primeira previsão de tendências de áudio para 2021.

Fonte da imagem: Adobe Stock /Dudarev Mikhail

1. Ritmos globais

O mundo foi inundado por debates em torno de justiça social, igualdade e representação, e essas questões não passaram despercebidas pela indústria da música.

Kathryn Matt, supervisora musical da Epidemic Sound, observou um aumento nos pedidos de faixas de Afrobeat, reggaeton e fusion, especialmente aquelas produzidas por artistas e músicos com uma conexão cultural direta com o trabalho. “Acredito que muitas empresas estejam pensando em como a apropriação [cultural] é generalizada e estão tentando evitar isso“, diz Matt. “Elas estão procurando autenticidade.“

As marcas também estão focadas nas nuances de autenticidade, segundo David Slitzky, diretor de desenvolvimento musical e projetos especiais da Epidemic Sound. “Muitos criadores e contadores de histórias de todos os portes, mas especialmente os pequenos estão arriscando tudo a cada música“, diz ele. Eles não querem dar um passo em falso. Acredito que, para eles, ter algum tipo de agência para garantir a autenticidade de suas músicas foi uma grande tendência no ano passado.“

Isso foi um presente para artistas internacionais, inclusive para aqueles com carreiras de longa data. Uma faixa da dupla maliana Amadou et Mariam, na ativa desde a década de 1980, foi recentemente apresentada em um comercial da Coca-Cola. “Ritmos como o Afrobeat, o baile funk e a bossa nova são culturalmente relevantes“, diz Mat. “E, da perspectiva de um editor de vídeo, eles são ótimas opções de trilha sonora.“

Fonte da imagem: Adobe Stock /Aberheide/Pond 5

2. Espectro eletrônico

“Espectro eletrônico“ é uma tendência deliberadamente digital, representada por faixas de artistas que trabalham tanto com gêneros tipicamente eletrônicos como tradicionalmente analógicos. “O que sempre nos impressiona é o amplo espectro de músicas que estão sendo usadas digitalmente“, diz Slitzky. Está tudo lá, em todo o cenário eletrônico, do electropop ao synthwave, do funk ao clássico.

A referência a espectro diz respeitonão apenas à gama de estilos encontrados na tendência, mas também ao amplo apelo de seu som coletivo. Essa é a música que se adapta tanto a um comercial de alto orçamento quanto a um vlog no YouTube. Também engloba o trabalho de produtores profissionais e de iniciantes mixando em estúdios menores ou de garagem. O potencial para crescimento é enorme. Um exemplo recente é o da hoje famosíssima Billie Eilish, que começou produzindo suas próprias faixas em casa e disponibilizando no Soundcloud até emplacar seu som em um comercial da Kia.

“O que fica evidente aqui é que, para a maioria dos estilos musicais, não é possível fazer muito sucesso com produções caseiras“, comenta Slitzky. “Porém, a realidade é praticamente oposta para a música eletrônica. Um dos seus grandes atributos é a acessibilidade, e isso é o que estamos observando também na criação de conteúdo em vídeo. Esses dois mundos continuam exercendo grande influência um sobre o outro.“

Fonte da imagem: Adobe Stock /Dubassy/Pond 5

3. Faixas para podcast

Junto aos serviços de streaming, que facilitam nosso acesso às maratonas em frente à TV (para o bem e para o mal), os podcasts foram companhia constante durante o longo período de quarentena vivido no ano passado. Seja sobre investigações de crimes reais ou relacionados a temas culturais, séries com vários episódios ou um programa independente, os podcasts continuam sendo uma grande aposta dos criadores de conteúdo, o que os tira de um mercado de nicho para trazê los ao mainstream.

“Centenas de milhares de podcasts estão disponíveis agora“, diz Tom Spota, diretor de animação e áudio do Adobe Stock. “Milhões de pessoas estão ouvindo podcasts. Hoje, no mercado, já se veem negócios multimilionários em torno da produção desse tipo de conteúdo. As principais plataformas de streaming, como Spotify, Audible, iTunes e Amazon Music, estão incorporando podcasts aos seus serviços.“

Há muitos aspectos complexos envolvidos na produção de podcasts. Um dos mais difíceis, especialmente para iniciantes e produtores caseiros, é encontrar a trilha sonora ideal para dar o tom do conteúdo. Como Spota observa, o que é bom para um podcast não é necessariamente bom para um vídeo. “Faixas para podcasts são elementos de composição, sejam canções ou efeitos sonoros“, explica. “Há efeitos de apresentação e encerramento, faixas para preparação de ambiente e plano de fundo, e os sons que indicam a entrada dos comerciais.“

A música para podcasts precisa proporcionar equilíbrio entre o contexto, o assunto principal e o próprio veículo. Como exemplo, Mat faz referência ao que denomina “som NPR“: “tem base eletrônica e de marimba, é minimalista, mas tem um ritmo claro“, diz. “Ela dá a conotação de movimento, sem muita dramaticidade. Ela não se sobrepõe às vozes.“

Os produtores desse tipo de conteúdo encontram dificuldades para obter suas músicas, principalmente devido a custos, opções de licenciamento ou mesmo o tempo necessário para encontrar as faixas adequadas. As faixas para podcasts são classificadas criteriosamente em gêneros (horror, drama, comédia) e selecionadas de acordo com sua função (apresentação, encerramento etc.). “Os usuários contam com esses elementos para criar suas produções“, Spota observa.

4 Tendências de animação para 2021

Fonte da imagem: Adobe Stock / Flux VFX

1. Substituição de mídia

Atendendo a pedidos, os MoGRTs (modelos de animação) em breve terão suporte para adição de conteúdo em imagem e vídeo. Basta arrastar, soltar e fazer seus próprios ajustes!

A substituição de mídia é um recurso de economia de tempo para grandes marcas e estrelas das redes sociais, principalmente para o tratamento de gráficos complexos, como revelação de logotipos que, agora, estão a poucos cliques de distância. “Muitas pessoas estão se tornando criadores e editores de vídeos e, por isso, estão buscando maneiras de aumentar o valor de produção dos seus trabalhos“, diz Spota. “A adição de vídeos e fotos a animações é uma ótima maneira de fazer isso.“

Spota observa o surgimento de minitendências dentro de um escopo maior de conteúdo que oferece soluções de arrastar e soltar substituíveis para os usuários, muitas delas impulsionadas pelas redes sociais. “Editores de vídeo serão capazes de criar, com facilidade, mosaicos ou paredes móveis de fotos“, diz ele. “Essa é uma minitendência. Cartões de Natal digitais, porta retratos e revelação de logotipos… Tudo isso será possível de ser produzido graças a esses novos modelos de substituição de mídia.“

Fonte da imagem: Adobe Stock / Daniilvolkov

O uso de gravações caseiras costumava ser amplamente _desencorajado (para evitar produções como sequências em flashback e “A Bruxa de Blair“). Agora, o conteúdo gerado por usuários (ou UGC, na sigla em inglês) é encontrado em todo lugar e está sendo adotado por gigantes do setor, como a Apple e a Microsoft.

Spota notou a mudança. Impulsionada pela pandemia de COVID-19, ela respondeu à necessidade de criação rápida de conteúdo em meio ao fechamento de estúdios e à interrupção de produções em todo o mundo. UGC e vídeos portáteis “foram uma necessidade nos últimos dez meses“, observou Spota. “Agora eles estão em todos os lugares.“ Muitas marcas não utilizavam esse tipo de conteúdo em suas transmissões, mas isso mudou rapidamente durante a pandemia global. É muito eficaz, porque o público consegue se identificar com o conteúdo. Os comerciais costumam apresentar pessoas passando pelas mesmas experiências que o espectador.

O maior apelo da filmagem UGC é sua autenticidade. “Não tem como ser mais autêntico que isso“, diz Ramin Talaie, curador de vídeo do Adobe Stock. “É em primeira pessoa, é uma experiência pessoal, está tudo lá“, continua ele. “As marcas gastaram muito dinheiro tentando recriar isso. Em termos de autenticidade, nada se compara ao conteúdo gerado pelo usuário.“

As marcas também usaram UGC para mostrar seu apoio aos trabalhadores essenciais, profissionais de saúde na linha de frente e, no caso do Google, para agradecer aos professores, com clipes de pais exaustos na tentativa de equilibrar trabalho, atividades diárias e cuidados com os filhos durante a quarentena. “As marcas queriam fazer parte da conversa“, disse Talaie, “e passaram a usar vídeos de redes sociais como TikTok, YouTube, Twitter, entre outros.“

Em uma época de crise e, para muitos, de isolamento, gravações portáteis transmitem uma mensagem acolhedora para o público. “Há muitas pessoas que talvez estejam se sentindo sozinhas“, diz Spota, “e o conteúdo criado por pessoas comuns, em dispositivos portáteis, acaba as unindo.“ Uma conexão é formada.

O conteúdo portátil veio para ficar. Antes um recurso temporário, agora passou a ser visto por marcas e produtoras como material de alto impacto sobre seus espectadores. “Esse tipo de conteúdo vai continuar por aqui“, diz Talaie. “A ideia de criar conteúdo como parte de um movimento, como o ‘Vidas Negras Importam’ ou outros relacionados a justiça social, vai continuar. As marcas usam isso para se identificar com seus consumidores. Este ano, elas decidiram não se isolar das questões relacionadas a justiça social.“

Fonte da imagem: Adobe Stock/UKRAMEDIA.COM

3. Transições transformadoras

Transições são curtas, mas poderosas; quando bem feitas, realçam qualquer anúncio, trailer, apresentação ou vídeo. Uma transição dinâmica e relacionada à marca atrai o público ou, como Spota coloca, “obriga o espectador a prestar mais atenção“.

A mecânica das transições transformadoras varia, mas o objetivo é sempre o mesmo: a coesão da marca e a projeção rápida e inteligente de sua mensagem. Pode ser uma animação de logotipo cuidadosamente produzida: a tira de filme vermelha desenvolvida para a Netflix, por exemplo, ou simplesmente o uso do esquema de cores de uma marca, como Rahmin observou a respeito de uma peça recente para a plataforma de namoro online eHarmony.

“Esses pequenos toques transformam a mensagem“, diz ele. “Ajudam as marcas a transmitir a mensagem desejada, personalizando as de acordo com suas próprias necessidades. Isso está presente em todos os lugares, de teasers a sequências de créditos.“

Fonte da imagem: Adobe Stock / RocknRoller Studios

4. Gradiente

Como acontece com uma boa transição, o impacto de um gradiente é surpreendentemente profundo. Os gradientes são populares há muito tempo por sua beleza inegável, mas também porque precisamos deles, como acabamos descobrindo, especialmente após o turbulento ciclo de notícias de 2020. A beleza de cores contínuas e em movimento é um alívio visual bem-vindo. “A psicologia das cores entra em jogo aqui“, diz Spota. “Gradientes podem ser usados como efeito calmante, com cores claras e pastéis, ou mesmo para demonstrar ousadia e energia.“

As marcas estão incorporando gradientes em suas linhas de produtos, tanto em pequenos toques, como atualizações de ícones (veja o Facebook Messenger) como de maneiras mais proeminentes. A Apple, por exemplo, contratou recentemente o artista especializado em esculturas luminosas Craig Dortey para criar um novo conjunto de planos de fundo para o iPhone em seu estilo etéreo, que conta muito com o uso de gradientes.

Gradientes também estão em todas as redes sociais. Em um uso particularmente inteligente para ressaltar as emoções, as grandes plataformas Facebook e Instagram estão oferecendo aos usuários uma variedade de planos de fundo para refletir o humor de seus stories e postagens.

Mas os gradientes também podem brilhar por conta própria ou mesmo assumir a liderança em uma experiência visual. Spota observa o visual ousado e ao mesmo tempo sonhador usado no recente show virtual do rapper Travis Scott em colaboração com o Fortnite, que foi indicado a ele por Brenda Milis, diretora de insights de criativos e consumidores do Adobe Stock. “O vídeo criou um mundo incrível e muito belo“, Spota diz.

Fique atento para conferir análises mais detalhadas dessas tendências e, enquanto isso, inspire-se com as coleções.

Topics: Digital Transformation, Campaign Management,

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